quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Obrigada.

Arte: Mariana Fiore
Eu o amei assim que soube que ele não era perfeito. Mas uma coisa que os outros casais não tinham em comum, nós tínhamos: uma repulsa iminente às bebidas do Starbucks. Nada une mais duas pessoas do que um desafeto em comum.

Aos poucos, eu fui descobrindo dentro dele uma beleza jamais vista. Eu descobri, por exemplo, que o homem que ia zelar pela minha vida usava uma bermuda rasgada, velha e toda desbotada. No começo assusta um pouco, né? Tipo, quem vai cuidar dos outros se não pode cuidar nem das suas próprias calças? Mas foi justamente olhando pra aquelas calças que eu entendi que a beleza vem de dentro da gente e não da roupa ou da forma com a gente se veste e que o que a gente sente tem mais valor do que qualquer aparência.

Eu descobri com ele que nossos olhos podem mudar de cor dependendo do nosso estado de espírito. Por exemplo, quando ele acordava longe de mim os olhos dele eram castanhos, normais, porque eu não podia vê-los, mas quando acordávamos no campo, um ao lado do outro, depois de termos dividido a mesma cama, os olhos dele eram tão verdes que quase ofuscavam o brilho do sol.

Com ele eu aprendi a ver os dois lados da moeda e, mais que vê-los, aceitá-los. Aprendi também que pra cada tristeza, existe também uma alegria.

Com ele eu aprendi que a esperança é a última que morre, ou melhor, é a única que não morre e que mesmo nas dificuldades, somos para ela a respiração por aparelhos e nós não podemos falhar.

Com ele eu aprendi que o desejo de superar a dor causada precisar ser maior que a dor sentida e que enquanto existe um amanhã pra recomeçar, é a gente quem faz a nossa própria aurora.


Com ele eu aprendi que sem ele eu não sou nada. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Revê-lo é muito bom e é uma merda. É uma merda porque é muito bom

Você pode até congelar o que eu sinto, mas não a minha presença

Vai

Se for pra ir embora, vai.

Eu me viro com a dor, juro!

Eu aguento a ressaca emocional e os olhos cansados de chorar no dia seguinte, mas me prometa que vai. 

Vai de uma vez e não fica olhando pra trás, olhando pra mim com esses olhos de quem quer me congelar.

Eu já entendi que você não me ama, só peço que deixe que eu ame outro, ou melhor, deixe outro me amar.

Vai na fé, na coragem (se é que tem disso em você), vai como se você fosse homem e não "tipo homem".

Vai. 

Não precisa ficar porque eu pedi.

Não precisa se preocupar com o que eu vou comer amanhã porque já inventaram a comida congelada e o micro-ondas.

Vai porque essa é a melhor coisa que você pode fazer por mim.

Depois de todo esse tempo que perdemos aqui e não encontramos respostas para os nossos porquês, é melhor você ir.

Vai porque orgulho é óleo e água é amor. Não dá pra misturar as duas coisas e você sabe muito bem disso.


Por favor, dessa vez, vai você, porque quando eu tentei ir fracassei.



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Existem aqueles que são homens e aqueles que são tipo homens

Choro mesmo

Divulgação
Eu preciso falar uma coisa (mas ai eu acho que é meio pesado): eu choro por homem!

Puta merda! Quando a enxurrada transborda os olhos, não existe assessoria de amiga que dê jeito. 

"Deixa eu chorar, merda! Tá doendo". Exclamo sempre que a saudade daquele abraço me aperta mais que o abraço em si.

E eu juro que ainda não entendi porque reprimem meu choro. Uma vez um amigo me disse que a mulher quando chora fica linda. Fica igualzinha quando faz amor. Isso deve ser um bom sinal.

Chorar é cuspir a dor pelos olhos. Expulsar o aperto do peito com a boca. Maldizer e abençoar o amor. É exteriorizar toda aquela mágoa contida no âmago.

Chorar é se livrar do monstro que você mesmo criou.